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TEMPLE GRANDIN - FILME

11:14Bruna Cypriano

. Por Cris Morais .
12.02.15

Em uma das últimas aulas que estive na faculdade deste fim de semestre, fui presenteada com um filme chamado Temple Grandin. Vamos falar um pouquinho dele.

Mary Temple Grandin, nascida nos Estados Unidos em 29/08/1947 foi uma mulher a frente de seu tempo e com certeza rompeu com paradigmas em uma época em que ela tinha tudo contra o papel da mulher na sociedade. Ela era autista, “doença” também conhecida como Síndrome de Asperger e os conhecimentos a cerca de tal ainda eram pobres, não se tinha um formato real do que se tratava.

Sua mãe e grande incentivadora não a escondeu em casa ou a internou em um manicômio, como sugerido pelos médicos. Ela a colocou em escolas para crianças normais e a impulsionava a se adequar ao mundo em que ela vivia e que ao mesmo tempo era diferente do seu.

Em 1966 ao visitar a fazenda de uma tia no Arizona, ela passou a observar o gado de uma maneira peculiar, mais sensível na realidade. Em uma dessas observações, ela viu uma “engenhoca” a qual o gado era colocado e “abraçado” de forma a facilitar o manuseio com o animal para os devidos fins.

É de conhecimento geral que o indivíduo autista não se sente a vontade com abraços, se sentem sufocados. Dessa forma e surpreendentemente ela associou a calma que o animal expressava ao ser abraçado pela máquina a sua necessidade de se sentir calma e segura. Com sua notável inteligência, ela projetou uma “máquina do abraço” para uso próprio o que causou estranheza em todos porém a ela fez um bem enorme.


Ainda ligada aos animais, ela percebeu o sofrimento e tensão as quais eles passavam no momento do abate. Andando em linha reta eles ficam estressados e podem acreditar já sabem o que os esperam no fim do túnel! Porém andando em círculos a tendência deles é de se tornarem menos agressivos e tensos, o abate é menos doloroso e esse fator comprovado por pesquisas proporciona um produto final de mais qualidade.


Deixando as vacas de lado, o recado é o seguinte: nós somos pessoas abençoadas por termos uma vida normal, obvio obstáculos sempre teremos. 

Precisamos aprender a usar mais a nossa máquina do abraço, precisamos buscar  mais do nosso intelecto, buscar mais do nosso individuo profissional e pessoal.  Aprendi com essa mulher, que hoje é palestrante conhecida no mundo todo PHd em Zootecnia (isso aí gente, ela quebrou tantas barreiras as quais ela se determinou a quebrar) que precisamos pular as grades da nossa zona de conforto e ser mais intrépidos. Podemos sim fazer a diferença, seja em que área for com nossas limitações. 

Convido a todos a se deliciarem vendo esse filme e aprender tanto quanto eu aprendi.


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